A depressão pré-natal afeta o desenvolvimento do bebê

Vilma Medina Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Muitas vezes, durante uma gravidez, a mulher é a última a receber apoio e atenção. Os bebês podem monopolizar todo o protagonismo da história, deixando à sombra todos os problemas emocionais que suas mães possam ter. 

A depressão é um exemplo disso. Uma mulher pode estar deprimida durante a gravidez sem que ninguém chegue a notar. Podem confundir a depressão com o cansaço, com o estresse ou com outra doença. 

No Brasil, segundo o estudo do Coren (Conselho Regional de Enfermagem, cerca de 10% das gestantes sofrem de depressão pré-natal. As mulheres que já apresentaram um quadro depressivo antes da gravidez estão mais propensas a apresentar durante a gestação. O quadro pode se agravar devido a problemas financeiros, dificuldades de relacionamento com o marido, falta de suporte da família e a sensibilidade da mulher nessa fase da vida. 

As consequências da depressão pré-parto para o bebê

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Se soubessem que a depressão pré-parto pudesse gerar tantas consequências ao bebê que está para nascer, com certeza estudariam mais a fundo os sintomas de depressão das mulheres e as ajudariam a superá-la. Não só a depressão pós-parto, mas também a depressão antes do parto pode criar problemas de desenvolvimento cognitivos no bebê. 

Um estudo feito no Reino Unido sugere que as mulheres que estão deprimidas durante a gravidez, tendem a ter um ritmo de desenvolvimento mais lento do que o normal. Os cientistas examinaram os casos de aproximadamente 11 mil mulheres que tiveram filhos entre 1991 e 1992. Avaliaram o nível de depressão que as mulheres apresentaram e logo observaram a relação entre este quadro e qualquer problema de desenvolvimento da criança. A conclusão não foi outra coisa que: as mulheres com depressão persistente durante a gravidez eram 50% mais propensas a terem filhos com determinados problemas, e a dar a luz a um bebê prematuro

Quando uma mulher sofre depressão durante a gravidez é muito provável que continue sofrendo depois do parto. Considerando essa possibilidade, os médicos acreditam que deveriam aumentar a atenção às gestantes. Algumas vezes, só sabendo com que se tem já pode melhorar o estado de saúde da mãe. Para isso, é importante que não somente o médico, mas as enfermeiras ou as parteiras estejam atentos ao problema e saibam dar o apoio e a ajuda necessária para a mãe.