Esse menino é um perigo!

Vilma Medina
Vilma Medina Diretora de Guiainfantil.com

Algumas crianças têm um caráter assombrosamente aventureiro, uma inquietação enorme em experimentar novas e perigosas situações de risco, até mesmo com o risco de se machucar. Nada as detêm! Nem as contínuas recomendações dos seus pais nem o instinto de conservação. 

Essas crianças imprudentes são facilmente reconhecidas. Seu pequeno parece que não tem medo de nada e se mete em tudo sem duvidar? É capaz de transformar um brinquedo aparentemente inofensivo em uma arma perigosa? Já é conhecido no pronto socorro do hospital como usuário habitual?  Possui uma linda coleção de suas radiografias? Atira pedras sobre a sua cabeça e espera que o efeito da gravidade as faça cair sobre sua cabeça? Se a resposta é sim, sem dúvida seu filho faz parte desse grande grupo de honra. 

Travessuras das crianças 

Ainda que a maioria dos bebês quando tem certa autonomia cumprem os requisitos para serem denominados ‘perigosos’ pela falta de consciência que suas pequenas travessuras podem acarretar, na sua maioria acabam mostrando algum vislumbre de sensatez e precaução, normalmente a partir dos dois ou três anos

Desde essa idade, existe um tipo de alma curiosa que atua de maneira impulsiva e destemida, que podem trazer sobre si graves consequências e desgostos aos seus pais. Penso que não se trata de crianças que têm má intenção, ou sejam excessivamente travessos, mas sim de uma personalidade aventureira não acompanhada de uma habilidade corporal que responda às suas ambições, nem a maturidade mental que as controle.

Em tais casos, os pais devem fazê-las enxergar o perigo e as consequências das suas imprudências, mais do que corrigir o que podem pensar ser uma maldade inadmissível. É provável que com o tempo se convertam em jovens ou adultos tranquilos, ou pelo menos sensatos; ainda que na sua infância tenham de sobreviver tanto eles como seus pais cardíacos.

Patro Gabaldón