Quando o bebê não quer comer

Causas e soluções da inapetência nos bebês

Vilma Medina

Vilma Medina

Em algumas ocasiões, a comida é uma das maiores preocupações que os pais enfrentam durante a criação. Mas, até quando são corretas as frases: ‘essa criança come pouco’ ou ‘meu filho come mal’? 

Acontece com todo mundo. Um dia temos mais ou menos fome. O que é totalmente compreensível nos adultos é absolutamente repreensível para os bebês e as crianças. O importante não é tanto a quantidade que o pequeno come, mas o seu peso em função da sua idade. Os especialistas recomendam procurar um médico quando a criança perde peso ou engorda claramente menos do que o normal.

A crise do aleitamento no recém-nascido

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No caso dos lactentes, cada bebê, assim como cada pessoa é um mundo e sempre há que avaliar o seu comportamento de maneira global. Ainda que seja óbvio, também há que se lembrar que não tem porque comparar os bebês, já que cada um cresce no seu próprio ritmo; e, ainda deve ser levado em conta o legado genético dos progenitores no que se refere ao tamanho e à sua atitude diante da comida. 

Ao longo do ritmo evolutivo da criança é muito comum que haja momentos de inapetência em relação ao leite materno. Isso é chamado a ‘crise dos 3 meses do lactente’, que está relacionada com o seu ritmo de crescimento. Acontece por volta dos três meses e os especialistas recomendam calma, paciência e constância para que os hábitos alimentares voltem à normalidade. Promover pele a pele, tentar que o bebê mame à noite quando estiver mais relaxado e buscar ajuda em grupos de aleitamento são algumas recomendações práticas para consegui-lo. 

Outras fases importantes a serem levados em conta no desenvolvimento de um bebê podem ser a incorporação da mãe ao trabalho, à saída dos dentes. Isso diminui a sua velocidade de crescimento e, portanto, é normal que se reduza a quantidade de alimento que ingere. 

Como fazer com que os bebês provem novos sabores 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que se alimente ao bebê com leite materno exclusivamente até os seis meses de idade. De fato, até que o bebê cumpra um ano, a alimentação sólida é considerada complementar ao leite materno. A partir dos seis meses os pequenos necessitam incorporar ferro na sua dieta, por isso a mamãe deve oferecer outros alimentos ricos neste elemento. 

É necessário recordar que a colher e as novas texturas e sabores resultam estranhos para os pequenos, que têm que ir se adaptando pouco a pouco, o que dependerá da sua maturidade e curiosidade. Por isso tão pouco seja necessário ser totalmente ortodoxo e inflexível com a introdução pontual dos purês e as papinhas de frutas. 

Outra opção totalmente válida e que a cada dia tem ganhado mais protagonismo para começar a saborear novos alimentos é o denominado baby-led-weaning ou a alimentação complementar ‘a demanda’ que consiste em introduzir comidas sólidas na sua dieta permitindo que o bebê se alimente por si mesmo usar colheres nem purês. Deste modo, o bebê se sentirá como o resto da família na hora das refeições e se une aos demais quando estiver preparado, usando primeiramente suas mãos para comer e depois os talheres. 

Uma vez mais, a paciência e o respeito em relação ao nosso pequeno conseguirão com que a gente se sinta mais relaxada e que possamos avaliar de forma global suas circunstâncias temporais na relação à sua inapetência. Não é recomendável obrigar a comer, já que como qualquer ser vivo, a criança é a única que sabe o que necessita comer.  

Susana Torres

Colaboradora de Guiainfantil.com e Assessora de Aleitamento

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